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Tendo em vista a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando a obrigatoriedade do estabelecimento de cotas raciais pelo ITA, a partir de 2019, esclarecemos o que segue:

A AEITA considera que, uma vez que a Justiça tenha entendido como obrigatória a implementação do sistema de cotas também para o ITA, o critério estabelecido deveria ter sido socioeconômico, e não racial. No Brasil, um país continental marcado por profundas desigualdades, a situação de vulnerabilidade socioeconômica não escolhe cor da pele para se manifestar.

Dados estatísticos do nosso programa Bolsa Aluno, levantados pelo Serviço Social do DCTA (SESO-SJ) e pela Divisão de Assuntos Estudantis (DAE) do ITA (antiga Dival) comprovam o que estamos dizendo. Há relatos de problemas no aprendizado por conta das dificuldades financeiras; registros de alunos que não podem investir em cursos de línguas; alunos que procuram plantões em cursinhos e aulas particulares, para ter algum tipo de renda; alunos que se tornam AspOf por dificuldades financeiras. 72% desses alunos têm renda per capita de até um salário mínimo e não se verifica, aqui, predominância desta ou daquela cor de pele.

Conforme declarações do próprio reitor do ITA, Prof. Dr. Anderson Ribeiro Correia, cerca de 20% dos alunos da escola atualmente são negros ou pardos. Ou seja, o ITA já contempla a diversidade racial em seus quadros, sem a necessidade de diferenciação por cotas.

Apesar do exposto acima, estamos cientes e concordamos que, diante de uma decisão judicial do STF, não há outra medida a ser tomada pelo ITA senão o seu cumprimento.

Diretoria da AEITA